O maior erro após quebrar um problema é tentar resolver todas as partes.
Estratégia é, por definição, escolha.
E escolher é dizer “não” a muita coisa boa para dizer “sim” ao essencial.

Uma boa priorização começa com uma pergunta simples:

“Qual dessas partes mais move o todo?”

Nem sempre é a mais visível, nem a mais fácil de resolver.
Geralmente, é a parte estrutural, aquela que causa ou amplifica as demais.

Podemos usar um raciocínio clássico aqui: o Princípio de Pareto (80/20).
Em quase todo sistema, 20% das causas explicam 80% dos efeitos.

Logo, o papel do estrategista é identificar esses 20% — as alavancas reais.

O segredo é combinar duas dimensões: impacto e esforço.

Monte uma matriz simples:

  • Eixo vertical: impacto potencial.

  • Eixo horizontal: esforço necessário.
    As partes que ficam no quadrante “alto impacto / baixo esforço” são suas primeiras ações.
    As de “alto impacto / alto esforço” exigem estratégia — podem virar projetos prioritários.
    As de “baixo impacto” são distrações.

Essa clareza é libertadora.

Ela evita desperdício de energia e coloca o time em direção ao que realmente importa.

Case:

Quando a Nike começou seu movimento global de sustentabilidade, ela quebrou o desafio em múltiplas partes: materiais, cadeia, marketing, inovação.

O primeiro impulso seria atacar tudo.

Mas o time escolheu focar em materiais recicláveis, pois sabia que esse bloco impactava custos, imagem e inovação simultaneamente.

Essa escolha gerou resultados rápidos e pavimentou o caminho para as outras frentes.

Provocação:

Quantas vezes você confunde urgência com importância?
E quantas iniciativas estratégicas na sua empresa nascem sem clareza de impacto?

Keep Reading